pianco in foco

Em Piancó, Sem Tetos se abrigam sob a Ponte Rio Piancó

Enquanto meia dúzia de funcionários municipais vivem a arrotar os seus altos salários (acima do permitido), a ilustrarem seus passaportes com carimbos de viagens internacionais e a ostentarem nos bacanais turísticos das fastas culturais do país; a população amarga uma situação de calamidade administrativa e de desolação.

 Contrastando com a megalomania do prefeito e seu clã, às margens do Rio Piancó, literalmente morando debaixo da ponte, encontra-se dois piancoenses: João Lombardi de 62 anos e Paulo Santana Patrício de 33 anos, ambos vivendo em condições desumana, à frio, fome e desamparo; seu João e Paulo estão se alimentando de restos de vísceras jogadas fora pelos frigoríficos e de algumas vargens de feijão encontradas pelos roçados vizinhos.”Estamos escapando por aqui; passando fome e frio; abandonados e sem nenhuma assistência social. Eu, estive na prefeitura de Piancó por diversas vezes procurando o prefeito, mas, sempre me diziam que ele não se encontrava na prefeitura, disse Paulo.

Neste momento em Piancó, crianças, anciãos e parte da população são abandonadas a conviverem com esgotos a céu aberto, praticamente escorrendo para dentro de suas casas; funcionários do Município lamentam e choram o não pagamento dos seus salários, fornecedores e profissionais que prestam serviços à Prefeitura não recebem o pagamento, prédios alugados são ameaçados de despejos por não pagarem o aluguel, comerciantes lamentam o baixo fluxo de vendas tendo em vista a Prefeitura dá preferência ao mercado de Campina Grande, aos professores fora negado o reajuste do PISO salarial… Lei de Nepotismo é desrespeitada; e na escuridão do dia em meio a estampido de fogos e rojões os direitos dos piancoenses são subtraídos em ‘tenebrosas transações’.

Diante desta realidade ver-se que um descalabro se instalou em Piancó com a volta da família Galdino no poder, (salvando e respeitando aqui a memória do saudoso Gil Galdino). Dias duros, miseráveis e infelizes acometem este povo; que de falsas promessas e ilusões recebem o beijo da morte e entregam suas esperanças ao bel prazer do seu algoz.

Author: ZECA ALVES

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